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Tuesday, August 9, 2011

Venturing into Historical Research | Aventurando pela pesquisa histórica

An opportunity arose to do something interesting that I did not imagine for some time: historical research. The idea came almost simultaneously between me and my teacher, but in different and complementary ways.

Since the beginning of my course I had the idea of playing a Carlos Seixas sonata for harpsichord with an archlute, closing a technical level graduation recital with a tribute and reference to my native country. At the beginning of the course I had the delightful experience of being able to play "Cancioneiro Musical de Belém" - A manuscript of the late sixteenth century/Early seventeeth Century – in a small group. My teacher got a copy of this work, directed by Manuel Morais.

A year ago, I also got a divine CD of Frei Manuel Cardoso, by "The Tallis Scholars," and the last Pedro Caldeira Cabral CD, with some adaptations for plucked strings instrument of Portuguese Renaissance composers.

However, by having access to the library of the School of Music of Brasilia-EMB, I found a good deal of information about ancient Portuguese music, and historical details that connect some of the most famous Spanish musicians in Portugal. In fact, I begin to believe that much of the portuguese Early Music may have survived the catastrophic earthquake of 1755, contrary to traditional belief, and that I may contribute to complement the work of artists such as "The Tallis Scholars," Pedro Caldeira Cabral and Manuel Morais, in my humble scale: for now, the preparation of a small Portuguese music recital that has not yet been recorded.



(Português)
Surgiu uma oportunidade interessante de fazer algo que não me imaginava há algum tempo: Pesquisa histórica. A idéia surgiu praticamente em simultâneo entre mim e o meu professor, mas de maneiras diferentes e complementares.
Desde o início do meu curso que tinha a idéia de tocar uma sonata para cravo de Carlos Seixas num arquialaúde, fechando um recital de formatura no nível Técnico com uma homenagem e referência ao meu país natal. No começo do curso tive a experiência deliciosa de poder tocar o “cancioneiro musical de Belém” – um manuscrito do final do Século XVI/Início do Século XVII - num pequeno grupo. O meu professor conseguiu uma cópia dessa obra, dirigida por Manuel Morais.

Há um ano adquiri também um CD divinal de Frei Manuel Cardoso, pelos “The Tallis Scholars”, e o último CD de Pedro Caldeira Cabral, com algumas adaptações para instrumento de cordas de outros compositores renascentistas portugueses.

Porém, ao ter acesso à biblioteca da Escola de Música de Brasília-EMB, encontrei uma boa quantidade de informação sobre música antiga portuguesa, e detalhes históricos que ligam alguns dos mais famosos músicos espanhóis a Portugal. De facto, começo a acreditar que boa parte da Música Antiga portuguesa poderá ter sobrevivido ao catastrófico terramoto de 1755, ao contrário do que tradicionalmente se acredita, e que poderei contribuir para complementar o trabalho de artistas como os “The Tallis Scholars”, Pedro Caldeira Cabral ou Manuel Morais, à minha humilde escala: para já, a preparação de um pequeno recital de música portuguesa que ainda não tenha sido gravada.

Monday, January 31, 2011

Lisbon without sheet music | Lisboa sem partituras

In the last weeks I’ve been visiting my home country and seized the opportunity to search for sheet music by the brilliant Portuguese Baroque composer Carlos Seixas (1704-1742), to eventually play on my archlute, which will be built in the middle of the year.
My choice fell upon a sonata for harpsichord that I used to hear being played by Pedro Caldeira Cabral, adapted to the Portuguese guitar, and naturally, on harpsichord. In my opinion, Seixas’ music represents well the Portuguese "Oceanic Baroque" with particular characteristics found in "modern fado, for instance, which are not found in contemporaries such as Scarlatti, Bach and Couperin.

However, I searched around the city and I didn’t find any sheet music for sale. In a couple of shops I found some piano pieces, but not even for classical guitar. Even the Lisbon Conservatory store where I used to find loads of sheet music (including those I was searching for) no longer exists.

I wonder aswell if the edition of sheet music for millions of students, teachers and other practitioners, listeners and music enthusiasts is now also done only online and for profit. But of course this is a question to which I believe I already know the answer. It’s a pity.

(português)
Nas últimas semanas estive de visita ao meu país natal e aproveitei para procurar partituras do genial compositor barroco português Carlos Seixas (1704-1742), para futuramente tocar no meu arquialaúde, que será construído no meio do ano.
A escolha caiu sobre uma sonata para cravo que costumava ouvir ser tocada por Pedro Caldeira Cabral adaptada à guitarra portuguesa e naturalmente, ao cravo. Na minha opinião, a música de Seixas representa bem o “barroco oceânico” português, com caracteristicas particulares por exemplo encontradas no “moderno” fado, que não se encontram em contemporâneos como Scarlatti, Bach ou Couperin.

No entanto, percorri a cidade de um lado a outro e não encontrei partituras à venda. Em duas lojas encontrei algumas peças para piano, mas nem para guitarra clássica encontrei. Até a loja do Conservatório de Lisboa onde me habituei a encontrar as partituras (incluindo as que procurava) já não existe.

Pergunto-me se também a edição de partituras para milhões de alunos, professores e outros praticantes, ouvintes e entusiastas da música também já é feita somente por meios informáticos e para fins lucrativos. Mas claro que esta é uma pergunta para a qual creio já saber a resposta. É pena.

Wednesday, November 4, 2009

Tribute to Pedro Caldeira Cabral | Homenagem a Pedro Caldeira Cabral

This post is not a biography of the brilliant portuguese guitarist, composer and author. It's just a tribute and a reminder to me that without having known his music, I would never have been attracted by Early Music and become a lute student.

Unfortunately I never had the opportunity to attend a concert or watch a presentation of his Early Music projects "La Batalla" and "Concerto Atlântico", perhaps because of the poor dissemination of information on quality music in my native country. But I would also like to link this blog to those musicians, who probably deserved more attention and greater support by the Portuguese media and the Ministry of Culture.

I can not remember exactly how I met Pedro Caldeira Cabral's music. Certainly I must have seen him play on television once or twice and memorized his name before I was ten years old. I know that in a Christmas when I was a kid, I bought a cassette of his "Duas faces" album. I must have heard that tape a thousand times. I would say that in the mid-80s, most of my colleagues wanted to be Bono of U2, Maradona or Ayrton Senna. I wanted to be Pedro Caldeira Cabral.

My admiration was further completed in 2007, when in my enthusiasm for initiating lute studies, I contated him by email, among about fifty contacts around the world in the field of Early music, from musicians and teachers to webmasters and record companies. Pedro Caldeira Cabral was the only person who answered me, in a very attentive and friendly way, I must say. I will never forget this gesture and the day of my graduation recital I intend to include his name on my short list of thanks, perhaps play one of his songs on the Renaissance lute or vihuela.



(Português)
Este post não é uma biografia sobre o brilhante guitarrista, compositor e autor português. É apenas uma homenagem e um lembrete para mim de que sem ter conhecido a sua música, eu nunca teria sido atraído pela música antiga e me tornado um estudante de alaúde.

Infelizmente nunca tive oportunidade de assistir a um recital ou ver uma apresentação dos seus projectos de música antiga “La Batalla” e “Concerto Atlântico”, talvez pela pobre difusão de informações sobre espectáculos de música de qualidade no meu país natal. Mas gostaria de ligar este blog também a esses músicos, que talvez merecessem uma atenção e um apoio maior por parte dos meios da comunicação social portuguesa e do Ministério da Cultura.

Não me consigo lembrar com exatidão como conheci a música de Pedro Caldeira Cabral. Com certeza devo tê-lo visto tocar na televisão uma ou duas vezes e fixei o seu nome quando ainda não tinha dez anos de idade. Sei que num Natal em que eu era pequeno, me compraram uma cassete do seu álbum “duas faces”. Devo ter ouvido aquela cassete milhares de vezes. Eu diria que em meados dos anos 80, a maioria dos meus colegas queria ser Bono dos U2, Maradona ou Ayrton Senna. Eu queria ser Pedro Caldeira Cabral.

A minha admiração ainda se completou mais no ano de 2007, quando no entusiasmo pela minha iniciação no alaúde o contactei por email, entre cerca de cinquenta contactos pelo mundo na área da Música Antiga, desde músicos e professores a webmasters e companhias discográficas. Pedro Caldeira Cabral foi a única pessoa que me respondeu, de uma forma muito atenciosa e simpática por sinal. Nunca esquecerei esse gesto e no dia do recital da minha formatura pretendo incluir o seu nome na minha pequena lista de agradecimentos, quiçá tocar uma das suas músicas no alaúde renascentista ou vihuela.