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Monday, October 26, 2009

Masterclasses with Vincent Dumestre cancelled | Masterclasses com Vincent Dumestre canceladas

To my bad luck, the juicy week I was preparing for months to go to Belo Horizonte attend masterclasses with Vincent Dumestre, the French lutenist/theorbist and founder of “Le Poème Harmonique” did not materialize. With booked trip, I made perhaps a mistake of first musical study trip, not making my reservation in an hotel with good advance, and in the 2nd Early Music Week of the Federal University of Minas Gerais - UFMG, filled with outstanding teachers from across the world, the hotels were, of course, crowded.

Vincent Dumestre has been for some years, along with Rolf Lislevand, the musician who I admire most for his musical project, closer to my personal musical taste. This event was a golden opportunity to learn lots of new things and grow as a musician. Dumestre is in fact more than just a famous musician for me. Frustration is natural.

I 'll be waiting for an opportunity to meet the teacher sooner or later, in Brazil or in France, when I visit my home country. In a way, I will compensate this disappointment with more study and a slight musical redirection in 2010 with the preparation and start of theorbo lessons, alongside the Renaissance lute. The next time there's organized masterclasses somewhere, I'll be more prepared.

(português)
Para meu azar, a semana suculenta que eu preparava há meses para ir a Belo Horizonte frequentar masterclasses com Vincent Dumestre, o alaúdista/teorbista francês fundador do “Le Poème Harmonique” não se concretizou.
De viagem marcada, acabei por cair talvez num erro de primeira viagem de estudo musical e não marquei estadia com antecedência, e na 2ªSemana da Música Antiga da Universidade Federal de Minas Gerais, repletas de professores excepcionais vindos de várias partes do mundo, os hotéis estavam, claro, lotados.

Vincent Dumestre é desde há alguns anos, a par de Rolf Lislevand, o músico que mais admiro pelo seu projecto musical, mais próximo ao meu gosto musical pessoal. Este evento era uma oportunidade de ouro de aprender imensas coisas novas e de crescer como músico. Dumestre é de facto mais do que apenas um músico famoso para mim. A frustração é natural.

Fico à espera de uma oportunidade de conhecer o professor mais tarde ou mais cedo, no Brasil ou em França, quando me desloco ao meu país natal.

De certa maneira, compensarei esta decepção com mais estudo e com um ligeiro redireccionamento musical em 2010, com a preparação e início de lições de teorba, a par do alaúde renascentista. Da próxima vez que sejam organizadas masterclasses algures, lá estarei mais preparado.

Thursday, October 1, 2009

What is a theorbo? | O que é uma teorba?

My teacher Fernando Dell'Isola and the Theorbo O meu professor Fernando Dell'Isola e a teorba

Not long ago I thought that my evolution in the lute would lead me to dedicate myself to the vihuela repertoire of the Spanish Golden Age, and perhaps explore the wonderful music of Sylvius Leopold Weiss in the baroque lute. However, an opportunity arose to acquire a used theorbo at a very inviting price. This fact may well change dramatically the way I think my musical future, and in some ways, has already changed it as I matured the idea of acquiring the instrument. Thus, in possession of a theorbo, I will gradually devote myself to the accompaniment of other musicians, instrumentalists or singers, something that gave me great pleasure last year, using the Renaissance lute. But if many people do not know what a lute is, I would like to explain what is a theorbo.

A theorbo is a bass lute developed in Italy in the late sixteenth century to accompany opera and the new musical wave "nuove musiche", having an extended lower sound range. The musicians started adapting a neck or extension to add non-fretted bass strings, which are played open as in a harp, allowing a greater sustain of sound. The theorbo normally has 14 orders (strings or pairs of strings), although some pieces of the Early Baroque period require an instrument of 19 orders. The theorbo is used as a solo instrument, but mostly as an accompaniment to singing and basso continuo.


Rolf Lislevand playing a chaconne by Robert de Visée on the theorbo Rolf Lislevand tocando uma chaconne de Robert de Visée na teorba

(português)
Há não muito tempo pensei que a evolução no alaúde me levaria a dedicar-me ao repertório de vihuela do Século de Ouro Espanhol, e talvez explorar a música maravilhosa de Sylvius Leopold Weiss no alaúde barroco. No entanto, surgiu uma oportunidade de adquirir uma teorba usada a um preço muito convidativo. Esse facto pode bem mudar drasticamente a minha maneira de pensar o meu futuro musical, e de certa maneira, já mudou, enquanto eu amadurecia a ideia de adquirir o instrumento.
Assim, na posse de uma teorba, irei de uma maneira gradual dedicar-me ao acompanhamento de outros músicos, sejam instrumentistas ou cantores, coisa que me deu imenso prazer no ano passado, usando o alaúde renascentista. Mas se muita gente não sabe o que é um alaúde, gostaria de explicar o que é uma teorba.

Uma teorba é um alaúde baixo, desenvolvido na Itália no final do século XVI para acompanhar óperas e a nova corrente musical “nuove musiche”, tendo um alcance sonoro grave bastante extenso. Os músicos começaram a adaptar um braço ou extensão para adicionar cordas baixo não trastejadas, que são tocadas no vazio como uma harpa, possibilitando uma grande sustentação do som. A teorba normalmente tem 14 ordens (cordas ou pares de cordas), embora algumas peças do inicio do período barroco exijam um instrumento de 19 ordens.
A teorba é utilizada como instrumento solo, mas sobretudo como acompanhamento de canto e baixo contínuo.